Deixa estar que o que for pra ser vigora ♪
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
De dentro
Nem sei se é aperto, vazio ou espaço sobrando no peito.
Não consigo decifrar. Não posso entender.
Umas mistura de saudades... De amores, de amigos, de carinho.
De algum alguém que já se foi ou que nem chegou ainda.
De um afeto inexplicável.
De um simples abraço carinhoso em silêncio.
Não sei se pelos acontecimentos últimos, me tornei mais sensível.
Ou mais transparente, me deixando mostrar o que sou de verdade.
Afinal de contas, verdade seja dita, acredito que os mais sensíveis não são aqueles que choram por tudo, os são vistos como frágeis ou delicados e que não reagem a nada e só depois de um 'time' que processam uma maldade.
Frágeis verdadeiros são aqueles que seguram o choro para que ninguém perceba que VOCÊ está chorando, que se mostram como fortes, inabaláveis.
Que dão a cara primeiro pra levar a tapa.
Aqueles que acreditam que não irão saber se levarão a tapa, se não a derem para ser batida.
Que tentam fazer tudo sozinho, independente de ninguém.
Mas que no fundo sabem que não conseguem ser sozinhos.
Que não conseguem rejeitar um abraço ou um gesto fraterno.
E que uma tapa deixa uma marca tão difícil de ser apagada...
Independente de quem tenha vindo: da vida ou de alguém.
Esses são os verdadeiros.
Os que precisam de carinho, de 'atenção' sem que tenham que ser o centro do mundo.
Os que precisam saber que possuem alguém de verdade. Seja um amigo ou um amor.
E esse é todo o problema.
Possuir alguém de verdade. [Independente de quem seja..]
Em que poucos minutos em um simples ônibus trazem uma reflexão de praticamente uma vida toda.
Do que se tem e do que se precisa.
Do que se pode passar por cima, do que não pode ser desperdiçado.
Do que pode ser alcançado.
E trás até uma pontinha de tristeza, vazio, aperto.
Mas também algumas conclusões efetivas.
E aquela certeza no fim de tudo:
Eu tentei fazer com que desse certo.
Nem que tenha sido do meu jeito, mas eu tentei.
E se não der, paciência.
"Deus escreve certo por linhas tortas. Vai que não era o melhor pra mim."
E assim irei seguindo.
Camuflando-me ou não, da maneira que eu melhor entender.
"Temos rotas a seguir." ♪
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