Aquele que te matou.
Que cena cruel. Que mente cruel.
Ah como doeu! Nem imaginas o quanto foi doloroso pra mim.
Nem eu imaginava.
Pior ainda foi saber o calibre que desferiu o golpe mortal:
o pior suicídio que ouvi falar.
Tu mesmo se matou dentro de mim...
E da maneira mais cruel que havias de fazer.
Restou-me apenas enterrar teu corpo empalidecido e frio.
Fora de mim.
Para que não corra o risco de tuas cinzas tomarem forma
e adentrarem novamente em meu peito.
Levaste consigo um pedaço. Um grande pedaço.
Enterrei contigo aquela parte que ficava estátua ouvia sua voz,
mesmo quando você ainda estava se aproximando...
Ou que sequer poderia te ver,
como nas vezes em que o telefone tocava.
Fostes enterrado.
E não quero mais ser amedrontada por fantasmas.
És apenas uma lembrança.
Do quanto aguém pode querer um outro.
Lembrança? Morreu também.
Uma palavra.
Duas.
Adeus, amor.
Texto escrito algumas semanas atrás..

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